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Palavras Bonitas
Sonia Scrap







palavras mágicas


31/07/2007 15:06
Passeio Socrático

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador , ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome.
Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças.
"Quem trouxe a fome foi a geladeira", disse.

O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo:refrigerantes, sorvetes etc.
A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos.
O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade.
Assim, afome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.

É próprio do humano - e nisso também nos diferenciamos dos animais - manipular o alimento que ingere.
A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.

A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte.
Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.
Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis.
Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.

Marx já havia se dado conta do peso da geladeira.
Nos "Manuscritos econômicos e filosóficos" (1844), ele constata que "o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós.
O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social. Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da
exclusão.

Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma.
Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito.
Ora, se dizem a nós que um aborígene cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém.
Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um determinado vinho guardado na adega, uma jóia?

Assim como um objeto se associa a seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.
Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier;
não se adquire um carro, e sim uma Ferrari;
não se bebe um vinho, mas um Château Margaux.
A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em cinderela...

Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder.
Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos.
E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.

Não importa que a pessoa seja imbecil.
Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia.
Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela mas não
é ela: bens, cifrões, cargos etc.

Comércio deriva de "com mercê", com troca.
Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.
Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.

Agora o supermercado suprime a presença humana.
Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados.
Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo.
"Nada poderia ser maior que a sedução" - diz Jean Baudrillard - "nem mesmo a ordem que a destrói."
E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela Internet.
Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.

Vou com freqüência a livrarias de shoppings.
Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo.
"Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo.
Olham-me intrigados.
Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo.
Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas.
E, assediado por vendedores como vocês, respondia:
"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."
( Frei Betto )

enviada por Sonia



30/06/2007 18:56

AS TRÊS EXPERIÊNCIAS

Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida.
Nasci para amar os outros, nasci para escrever,e nasci para criar meus filhos.

"O amar os outros" é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida.

Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente.Uma das vocações era escrever.E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós.

É que não sei estudar.

E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever.

Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual.Eu quis ser mãe.
Meus dois filhos foram gerados voluntariamente.Os dois meninos estão aqui, ao meu lado.Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo.Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia.Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha:É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos.

Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.

Sempre me restará amar.

Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar.

Em escrever eu não tenho nenhuma garantia.
Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer.

Amar não acaba.

É como se o mundo estivesse a minha espera.

E eu vou ao encontro do que me espera.

( Clarice Lispector )


enviada por Sonia



04/06/2007 18:22
AUTOBIOGRAFIA EM CINCO CAPÍTULOS

1)Ando pela rua

Há um buraco fundo na calçada

Eu caio

Estou perdido...sem esperança.

Não é culpa minha.

Leva uma eternidade para encontrar a saída.


2)Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Mas finjo não vê-lo.

Caio nele de novo.

Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.

Mas não é culpa minha.

Ainda assim leva um tempão para sair.


3)Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Vejo que ele ali está

Ainda assim caio...é um hábito.

Meus olhos se abrem

Sei onde estou

É minha culpa.

Saio imediatamente.


4)Ando pela mesma rua.

Há um buraco fundo na calçada

Dou a volta.


5)Ando por outra rua.

( Texto extraído de: Sogyal Rinpoche
O Livro Tibetano do Viver e do Morrer )



enviada por Sonia



22/05/2007 17:58
Resolvi dar férias para as dores, tristezas e decepções. Cansei de ficar reclamando, de achar culpados para a minha angústia. Resolvi mandar tudo plantar batatas e decidi: vou fazer uma festa dentro de mim!

Pra começar eu vou para o espelho ensaiar o meu melhor sorriso, vou retirar essas marcas da minha testa, vou jogar fora essa máscara de dor que me acompanha há tantos dias, e preparem-se: eu quero é ser feliz, quero conhecer pessoas como você que é alegre, prá cima, alto astral; Hoje eu não quero falar de tristeza, quero saber é de coisas boas, quero ir ao cinema, sabe há quanto tempo eu não vou ao cinema ?

...e tem mais, eu vou escolher o filme, chega de "gente" ficar escolhendo o que eu quero.
Hum ! acho que vou passar no cabeleireiro antes, vou pintar os cabelos, cortar umas pontas, vou me agradar, só para o meu prazer.

Hoje é dia de festa e só para o meu prazer vou tomar um banho demorado, e vou fazer de conta que a água do chuveiro é água de batismo e vou "renascer para a vida".

Sai da minha frente que eu quero viver !!!
Quem quiser que me acompanhe.

(Danuza Leão)

enviada por Sonia



14/05/2007 16:05
Mães São Chatinhas

Eu faço arte, faz parte.
Deixo comida no prato
e Ela insiste que preciso me alimentar,
que saco vazio, em pé não consegue parar.
Bagunço o meu quarto
e digo que, mais tarde, vou arrumar,
quando volto, já está tudo em seu devido lugar.
Saio sem levar casaco
e Ela, preocupada, já começar a falar;

a gripe vai te pegar!

Eu molho o chão do banheiro
na hora do meu banho
e Ela diz que tem o sonho
de um dia, em seguida, eu secar.
Eu esqueço de deixar com o porteiro
a chave de casa pra Ela entrar
e, sentada na portaria, Ela fica a me esperar,
mas, depois fica horas no meu ouvido a reclamar.
A minha TV dorme ligada,
e a porta do meu quarto escancarada
ecoando pela casa uma tremenda barulhada,
mas no dia seguinte ela acorda, misteriosamente, desligada.
No meio da madrugada, a geladeira, eu gosto de assaltar
e os meus rastros pela cozinha costumo deixar,
pela manhã, claro, Ela vai limpar.
Eu tenho mania de escutar
o som no último volume,
fazer o quê, eu tenho esse costume.
Tenho dificuldade para de manhã cedo acordar,
mas Ela sempre vai me chamar.
Ela é o melhor despertador que conseguiram inventar.
Me penduro no telefone horas a fio
e Ela fica reclamando;

olha a conta, desliga isso, meu filho,
deixa pra conversar pessoalmente,
os seus amigos já conhecem
a sua vida de trás pra frente.

Quando saio, sempre esqueço
o ar condicionado ligado,
o "castelo" iluminado,
o portão destrancado,
o PC conectado
e as janelas escancaradas,
daí, cai uma chuva danada
e Ela, que é tão chatinha
repete todos os dias a mesma ladainha:

com você não posso contar,
vive com a cabeça fora do lugar!

Quando vou pra night, ou vou viajar
Ela reza sem parar,
pede a todos os santos pra me acompanhar.
Acho que Ela pensa que eu ainda sou
uma indefesa criancinha,
mas eu entendo, coitadinha.
Me explicaram que, para as mães,
os filhos nunca vão crescer,
muito menos amadurecer
e responsabilidade jamais vão ter
por mais que eles provem
que isso pode acontecer.
Mãe é uma criatura engraçada,
parece que vive mal humorada,
mas a grande verdade é que Elas vivem
as vinte e quatros horas do dia ligadas
nos passos da filharada.
Tudo bem, a minha mãe é chatinha,
repetitiva e cricrizinha
mas, por sorte, é minha!
E que ninguém ouse falar dela,
por que eu viro uma fera.
Uma coisa eu preciso admitir,
quando eu saio, ou vou dormir
Ela me diz de um jeito
que tem um delicioso sabor:

vai com Deus meu amor!

"Feliz dia das mães para essas mulheres "chatinhas"
que são anjos da guarda na vida de seus filhos amados."
(Silvana Duboc - 10/05/2007 )



enviada por Sonia



14/05/2007 16:04
Uma mãe especial

Deus passeando sobre a Terra, seleciona seus instrumentos para a preservação da espécie humana com grande cuidado e deliberação.

A medida em que vai observando, Ele manda os seus anjos fazerem anotações em um bloco gigante.

"Elizabete Souza...vai ter um menino. Santo protetor da mãe: São Mateus".
"Mariana Ribeiro...menina. Santa protetora da mãe: Santa Cecília".
"Claudia Antunes...esta terá gêmeos. Santo protetor...mande São Geraldo protegê-la. Ele esta acostumado com quantidade".

Finalmente Deus dita um nome a um dos anjos, sorri e diz: "Para esta, mande uma criança excepcional".

O anjo cheio de curiosidade pergunta: "Porque justamente ela Senhor? Ela é tão feliz."

"Exatamente, responde Deus, sorrindo.

Eu poderia confiar uma criança deficiente a uma mãe que não conhecesse o riso?
Isto seria cruel!

"Mas será que ela terá paciência suficiente?"

" Eu não quero que ela tenha paciência demais, senão ela vai acabar se afogando num mar de desespero e auto-compaixão.
Quando o choque e a tristeza passarem, ela controlará a situação.

Eu a estava observando hoje, ela tem um conhecimento de si mesma e um senso de independência, que são raros, e ao mesmo tempo, tão necessários para uma mãe.

Veja a criança que vou confiar a ela, tem todo o seu mundo próprio.
"Ela tem que trazer esta criança para o mundo real e isto não vai ser nada fácil".

"Mas Senhor, eu acho que ela nem acredita em Deus!" Deus sorri. "

Isto não importa, dá-se um jeito.

Esta mãe é perfeita.
Ela tem a dose exata de egoísmo de que vai precisar.
O anjo engasga. "Egoísmo? Isto é uma virtude?"

Deus balança a cabeça afirmativamente.

"Se ela não for capaz de se separar da criança de vez em quando, ela não vai sobreviver.

Sim, aqui está a mulher a quem eu vou abençoar com uma criança menos "perfeita" do que as outras.

Ela ainda não tem consciência disto, mas ela será invejada".

"Ela nunca vai considerar banal qualquer palavra pronunciada por seu filho. Por mais simples que seja um balbucio dessa criança, ela o receberá como um grande presente".

"Nenhuma conquista da criança será vista por ela como corriqueira.


Quando a criança disser "MAMÃE" pela primeira vez esta mulher será testemunha de um milagre
e saberá recebê-lo.


Quando ela mostrar uma árvore ou um por-do-sol ao seu filho e tentar ensiná-lo a repetir as palavras "árvore" e "sol", ela será capaz de enxergar minhas criações como poucas pessoas são capazes de vê-las.


"Eu vou permitir que ela veja claramente as coisas que Eu vejo: ignorância, crueldade e preconceito.

Então vou fazer com que ela seja mais forte do que tudo isso.
Ela nunca estará sozinha.

Eu estarei a seu lado a cada minuto de cada dia de sua vida, porque ela estará fazendo meu trabalho e estará aqui ao meu lado".


E qual será o santo protetor desta mãe?
Pergunta o anjo, com caneta na mão.

Deus novamente sorri.

"Nenhum!

Basta que ela se olhe num espelho".
(Adaptação de "The Special Mother" de Ema Bombeck )
)

enviada por Sonia



02/02/2007 19:55
Nada me impedirá de sorrir

Nem a tristeza, nem a desilusão
Nem a incerteza, nem a solidão
NADA ME IMPEDIRÁ DE SORRIR.

Nem o medo, nem a depressão,
Por mais que sofra meu coração,
NADA ME IMPEDIRÁ DE SONHAR.

Nem o desespero, nem a descrença,
Muito menos o ódio ou alguma ofensa,
NADA ME IMPEDIRÁ DE VIVER.

Em meio às trevas, entre os espinhos,
Nas tempestades e nos descaminhos,
NADA ME IMPEDIRÁ DE CRER EM DEUS.

Mesmo errando e aprendendo,
Tudo me será favorável,
Para que eu possa sempre evoluir
Preservar, servir, cantar,
Agradecer, perdoar, recomeçar...

QUERO VIVER O DIA DE HOJE
COMO SE FOSSE O PRIMEIRO,
COMO SE FOSSE O ÚLTIMO,
COMO SE FOSSE O ÚNICO.

Quero viver o momento de agora
Como se ainda fosse cedo,
Como se nunca fosse tarde.

Quero manter o otimismo,
Conservar o equilíbrio,
Fortalecer a minha esperança,
Recompor minhas energias,
Para prosperar na minha missão
E viver alegre todos os dias.

Quero caminhar na certeza de chegar,
Quero lutar na certeza de vencer,
Quero buscar na certeza de alcançar,
Quero saber esperar
Para poder realizar os ideais do meu ser.

ENFIM,
Quero dar o máximo de mim,
para viver intensamente

( recebi por email - sem autoria )

enviada por Sonia



21/01/2007 22:28
As mãos da minha avó


A minha avó que tinha mais de 90 anos, estava sentada num banco na varanda, e tinha um aspeto fraco.
Ela não se mexia, estava apenas sentada a fixar as mãos.
Quando me sentei ao pé dela, nem sequer se mexeu, não teve nenhuma reação.
Eu não a queria perturbar, mas ao fim dum certo tempo perguntei-lhe se ela estava bem.
Ela levantou a cabeça e sorriu para mim.
- Sim, eu estou bem, não te preocupes, respondeu ela com uma voz forte e clara.
- Eu não a queria incomodar, mas você estava aí com o olhar fixado nas suas mãos, e eu apenas pretendi saber se estava tudo bem consigo.
- Já alguma vez viste bem as tuas mãos ? perguntou-me ela.
Quer dizer, vê-las como deve de ser.
Então eu olhei para as minhas mãos e fixei-as.
Sem compreender bem o que ela queria dizer, respondi que não, nunca tinha olhado bem para as minhas mãos.
A minha avó sorriu para mim e contou-me o seguinte:
Pára um bocadinho e pensa bem como as tuas mãos te têm servido desde a tua nascença.
- As minhas mãos cheias de rugas, secas e fracas, foram as ferramentas que eu utilizei para abraçar a vida
Elas permitiram agarrar-me a qualquer coisa para evitar de cair antes de eu aprender a andar.
Elas levaram a comida à minha boca e vestiram-me
Quando era criança a minha mãe mostrou-me como uni-las para rezar.
Elas ataram as minhas botas e meus sapatos.
Elas tocaram no meu marido e enxugaram as minhas lágrimas quando ele foi para a guerra.
Elas já estiveram sujas, cortadas, enrugadas e inchadas.
Elas não tiveram jeito nenhum quando tentei segurar o meu primeiro filho.
Decoradas com a aliança de casamento, elas mostraram ao mundo que eu amava alguém único e especial.
Elas escreveram cartas ao teu avô, e tremeram quando ele foi enterrado.
Elas seguraram os meus filhos, depois os meus netos, consolaram os vizinhos e também tremeram de raiva quando havia alguma coisa que eu não compreendia.
Elas cobriram a minha cara, pentearam os meus cabelos e lavaram o meu corpo.
Elas já estiveram pegajosas, húmidas, secas e com rugas.
Hoje como nada funciona como dantes para mim, elas continuam a amparar-me e eu ainda as uno para orar.
Estas mãos contêm a história da minha vida.
Mas o mais importante é que serão estas mesmas mãos que um dia Deus segurará para me levar com ele para o seu Paraíso.
Com elas, Ele me colocará a Seu lado.
E lá eu poderei utilisá-las para tocar na face de Cristo.
- Pensativo eu olhava para as nossas mãos.
Nunca mais as verei da mesma maneira.
Mais tarde Deus estendeu as Suas mãos e levou a minha avó para Ele.
Quando eu me aleijo nas mãos, quando elas são sensíveis, quando acarinho os meus filhos, ou a minha esposa, penso sempre na minha avó.
Apesar da sua idade avançada, ainda teve inteligência suficiente para me fazer compreender o valor das minhas mãos.

( recebido por email - sem autoria )


enviada por Sonia



27/12/2006 21:25
Receita para um Ano Novo Maravilhoso!

Pegue 12 meses inteiros.
Limpe-os bem, tirando toda a amargura, ódio e inveja.
Deixe-os tão limpos quanto possível.
Depois corte cada mês em 28, 30 ou 31 partes diferentes,
mas não pegue todas de uma vez só.
Prepare-as pouco a pouco, atento aos ingredientes.
Misture bem em cada dia uma porção de fé,
uma porção de paciência, uma porção de coragem
e uma porção de trabalho.
Adicione uma parte de esperança, lealdade,
generosidade, meditação e boa vontade.
Tempere tudo com pitadas de espiritualidade,
diversão, um pouco de brincadeiras
e um copo cheio de bom humor.
Despeje tudo isso numa tigela de amor.
Cozinhe bem, com muita alegria, e enfeite com um sorriso.
Depois sirva tranquila, desapegada e carinhosamente.
Assim você está destinado a ter um
Feliz Ano Novo sempre...
você... e todos nós.

( recebido por email sem autoria )



enviada por Sonia



10/12/2006 20:31
Porque não é Natal

A lua reinando luminosa
com sua corte de cintilantes pontinhos,
faz tão bela esta noite,
de NATAL!

Os sinos repicam nas igrejas
levando ao ar uma mensagem de amor:
feliz NATAL!

Reina um clima fraterno.
Cada um vê no próximo o próprio irmão,
pois é NATAL!

Há música em toda parte,
e a melodia vai ligando todos num só acorde,
pois é NATAL!

Todos se vêem e há abraços e beijos.
Fala-se, canta-se com alegria esfuziante,
pois é NATAL!

O amor aflora nos corações,
esquecem-se as mágoas, todos se dão as mãos
pois é NATAL!

A alegria tanta, pedida em prece,
flui abundante e com naturalidade nesta noite,
pois é NATAL!

Presentes, ceias, festas, há no ar alegria,
em ondas, emitidas pelas pessoas de bem com a vida,
gerando coloridas, belos matizes de bom humor,
de compreensão,de amor e de paz,
pois é NATAL!

Também é tempo, mais do que nunca,
de lembrar de quem a sorte menos favoreceu
sim, para alcançar-lhe um pouco
do que pode ser para outros simples sobra.
Certamente, será aos menos afortunados,
sabor de festa,
pois é NATAL!

Mas, será possível fazer um mundo melhor?
E por que não?
Se agora descobrem-se fraternidade,amor e paz,
consegue-se ver o próximo dar-se as mãos,
somente por que é NATAL?

Por que, durante o ano inteiro esquecem-se
tantas destas coisas?
Simplesmente, ... porque, ... não é NATAL.

( Marcos Costa Filho )


enviada por Sonia



09/12/2006 18:00
Mamãe Noel


Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

(Martha Medeiros - Dezembro de 1998)



enviada por Sonia



24/08/2006 15:08
CÁ ENTRE NÓS E QUE NINGUÉM NOS OUÇA

As horas que passamos aqui são maravilhosas!

Cá entre nós e que ninguém nos ouça:
É pena que alguns familiares, amigos e conhecidos não consigam entender a grandeza da amizade que compartilhamos
através da nossa rede virtual.
Eles não podem compreender como pessoas podem trocar tanto carinho, sem nunca ter se encontrado, sem nunca ter se visto,
sem nunca ter se conhecido pessoalmente.

Cá entre nós e que ninguém nos ouça:
Eu quero que você saiba como você é importante e o
quanto representa para mim neste espaço virtual.
Nós dividimos nossos pensamentos, nossos sonhos,
nossos planos para o futuro ...

Com que outro meio faríamos isso tão bem?!?
Eles não sabem que nós não nos julgamos nem nos condenamos:
apenas buscamos e oferecemos mãos para ajudar.
Não sabem que trocamos abraços ( e até beijinhos! )
Eles não sabem que nós, amigos virtuais, nos preocupamos
um com o outro, ponderamos situações e
trocamos tantas coisas que aprendemos aqui.
Eles não sabem o quanto podemos e temos ainda a aprender!

Cá entre nós e que ninguém nos ouça:
Eu quero que você saiba que meus dias são mais brilhantes e que meus pensamentos são muito mais felizes só por sua causa.
Eis porque agora eu lhe envio esta "sigilosa" mensagem " :
Quero que você sinta que existe alguém aqui que se importa com você, que quer dar brilho ao seu dia, que deseja-lhe
toda a felicidade em todos os dias de sua vida!

Cá entre nós e que ninguém nos ouça:
Eu agradeço aos céus este mundo virtual porque sem ele eu nunca conseguiria chegar assim tão perto de você!

( Autora SILVIA SCHMIDT )


enviada por Sonia



07/08/2006 21:20
"Viver...é chegar onde tudo começa!
Amar... é ir onde nada termina!
Viva...como se fosse cedo!
Reflita...como se fosse tarde!
Sinta o que você diz... com carinho!
Diz o que você pensa... com esperança!
Pense no que você faz...com fé!
Faça o que você deve fazer...com AMOR!"

(Maurício Manieri )


enviada por Sonia



07/08/2006 15:59
Pai, Irmão, Amigo

Te vi estranho
quando tentavas inventar
um idioma para comigo falar.

Te vi criança,
quando fostes meu companheiro
nas brincadeiras da infância.

Te vi orgulhoso,
quando dizias que eu era
a tua semelhança.

Te vi amigo,
nas horas que encontrava
tuas mãos a me amparar.

Te vi adversário,
quando teus cuidados
fizeram algo me negar.

Te vi alegre,
quando compartilhamos
vitórias e emoções.

Te vi forte,
para me incentivar
quando tua vontade era chorar

Te vi fraco,
para me mostrar,
que as vezes caímos,
mas o importante é
ter forças para levantar.

Te vi apreensivo,
quando comecei a criar asas
para vôos independentes alçar...

E por tudo que eu vi
Hoje eu posso afirmar
que és muito mais que um Pai...

Um Ser Humano
sempre tentando acertar...

Um grande e eterno amigo!
O amigo que se quer ter,
e em ti pude encontrar.

E assim sempre será,
Pai, irmão, amigo onde quer que tu estejas,
eternamente serás...

( desconheço a autoria )


enviada por Sonia



26/07/2006 22:35
Dia dos Avós

Comemora-se o Dia dos Avós em 26 de julho, e esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
Século I a.C. - Conta a história que Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem batizaram de Maria. Santa Ana morreu quando a menina tinha apenas 3 anos. Devido a sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida para ser Mãe de Seu Filho. São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avós.

O Dia dos Avós gera polêmica por conta das críticas dos que só vêem o lado comercial da comemoração.

Mas o papel dos avós na família vai muito além dos mimos dados aos netos, e muitas vezes eles são o suporte afetivo e financeiro de pais e filhos. Por isso, se diz que os avós são pais duas vezes.

As avós são também chamadas de "segunda mãe", e muitas vezes estão ao lado e mesmo à frente da educação de seus netos, com sua sabedoria, experiência e com certeza um sentimento maravilhoso de estar vivenciando os frutos de seu fruto, ou seja, a continuidade das gerações.

Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida, reconhecer o valor da sabedoria adquirida, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas no convívio com as pessoas e com a própria natureza.



enviada por Sonia






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